15 Curiosidades Sobre o Oscar

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A Academia finalmente divulgou quais são os seus indicados para concorrer ao prêmio mais importante da sétima arte. No dia 28 de fevereiro, conheceremos os ganhadores, e até lá, o que não faltarão serão especulações e apostas nos mais diversos sites e blogs de cinema por aí.

Enquanto o grande dia não chega, separei uma lista com quinze curiosidades sobre o Oscar, que vai funcionar como um aquecimento para a noite de gala no tapete vermelho. Sente-se confortavelmente em sua poltrona, separe a pipoca e o refrigerante, e aproveite a sessão.

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  • Meryl Streep é a atriz com o maior número de indicações ao Oscar. São 18 no total, tendo ganhado apenas três vezes. Isso torna ela também uma das maiores perdedoras, afinal, foram 15 indicações que não vingaram.
  • Enquanto Streep coleciona indicações, aquela que mais vezes levou a estatueta para casa foi a atriz Katherine Hepburn, com 4.
  • O já falecido Walt Disney é o maior vencedor da premiação, tendo sido indicado 59 vezes e faturado 26 prêmios. O cineasta também é detentor de um recorde invejável: foi indicado por 22 anos consecutivos.
  • Entre os diretores, Woody Allen é aquele que possui mais indicações. São 16 só na categoria de Melhor Roteiro Original, tendo faturado o Oscar apenas em 3 ocasiões.
  • Tatum O’Neal foi a pessoa mais jovem a conquistar um Oscar. Quando tinha apenas 10 anos ela foi premiada como melhor atriz coadjuvante por sua interpretação em Lua de Papel, de 1973.
  • Marlon Brando foi o vencedor na categoria de Melhor Ator por seu papel em O Poderoso Chefão (1972). O ator, contudo, recusou o prêmio e nem apareceu na cerimônia. Ao invés disso, enviou Sacheen Littlefeathe, uma indígena que estava lá para representar o preconceito com o qual Hollywood retratava seus iguais.

  • Os filmes que mais levaram estatuetas para casa em toda a história do Oscar foram Ben-Hur (1959), Titanic (1997) e O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei (2003), cada um com 11 premiações. Vale destacar também que O Retorno do Rei ganhou em todas as categorias que concorreu.
  • A película mais longa a faturar o Oscar foi Guerra e Paz (1968) que tem absurdas 7 horas de duração. A produção soviética foi a vencedora na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
  • Na Governors Ball, festa que acontece após a cerimônia de entrega dos prêmios, são servidas 1,2 mil garrafas de champanhe, mil lagostas, 1,2 mil ostras e 18 quilos de caviar. Além disso, são utilizados 7 quilos de ouro comestível em pó para decorar as quatro mil miniaturas de estatuetas de chocolate que são servidas na festa.
  • A primeira edição do Oscar aconteceu em 1929 e o ingresso custava a bagatela de 5 dólares, o que equivale hoje a mais ou menos US$65,00.
  • Além disso, na primeira edição, apenas 270 pessoas compareceram, e a cerimônia durou um total de 15 minutos. Isso mesmo, você não leu errado: foram só 15 minutos.
  • Cada estatueta tem um custo de produção de aproximadamente 500 dólares.
  • Os vencedores do Oscar, antes de levarem o prêmio para casa, devem assinar um termo de compromisso. O termo declara que eles não irão vender as estatuetas sem antes oferecê-la de volta à Academia pelo preço de 1 dólar!
  •  A Chicago’s R.S. Owens & Company é a responsável por produzir todos os troféus, que demoram cerca de um mês para ficarem prontos.
  • Por fim, na edição passada do Oscar, a Lego, que estava concorrendo à premiação por seu filme Uma Aventura Lego, entregou estatuetas feitas com seus blocos de montar para algumas estrelas que não venceram em suas categorias. O “prêmio de consolação” foi uma ótima jogada da empresa, e os “premiados” adoraram a brincadeira.

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E aí, o que achou? Se tiver qualquer sugestão, pedido ou reclamação, por favor, fique à vontade para comentar aqui mesmo no post, ou se preferir, entre em contato através do meu email neste link.

Muito obrigado por acompanhar, espero que tenha gostado do conteúdo e que continue ligado para as próximas publicações!

Ricardo Mota, criador do Blog Royale Com Queijo.

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Rocky: Um Lutador – The Sound of Music #5

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Em 1976 estreava Rocky: Um Lutador, filme de John G. Avildsen, escrito e protagonizado por Silvester Stallone. O longa foi um sucesso de bilheteria e de crítica, ganhou o Oscar e também o Globo de Ouro de Melhor Filme e ficou eternizado na história do cinema e nas lembranças de toda uma geração. Ou, pode-se dizer, gerações, afinal, o filme ganhou seis sequências, algumas bacanas, outras nem tanto…

O mais recente filme da franquia, com lançamento previsto para amanhã, 14 de Janeiro, no Brasil, está sendo muito bem falado e por isso mesmo resolvi trazer hoje a trilha sonora do primeiro filme, de autoria de Bill Conti. A trilha é um dos pontos mais fortes de toda a saga e não deixa a desejar em nenhuma das produções. E afinal, quem é o ser humano execrável que nunca viu a cena de Rocky subindo aquelas escadas do Museu de Arte da Filadélfia ao som de sua música-tema? Pelo menos uma vez você já deve ter visto essa cena no vídeo motivacional de fim de ano da empresa (é mais comum do que deveria).

Vale destacar também que toda a trilha do primeiro filme foi feita com um orçamento relativamente baixo, dado o custo que é gravar com uma orquestra. Para se ter uma ideia, cada música deve ser gravada num estúdio, instrumento por instrumento, às vezes  tendo que refazer várias partes para que fique tudo perfeito no final. Mas com o pouco dinheiro que Bill Conti tinha disponível, ele não teria como pagar por um processo tão caro. Assim, o compositor reuniu todos os músicos numa sala e durante um ensaio de apenas uma hora, todas as canções foram gravadas, com todos tocando ao mesmo tempo. É isso mesmo, uma das trilhas mais bem faladas da história foi gravada num ensaio de uma hora.

Enfim, separei as quatro músicas que acho mais legais do primeiro filme. Vamos a elas.

401071I’m the king of the world!

A começar pelo começo. A música-tema da saga, “Gonna Fly Now” é uma das mais conhecidas do cinema e já foi parodiada por pelo menos 50 outras produções de Hollywood. É ela que toca durante a corrida de Rocky Balboa até as escadarias do museu, cena que ficou eternizada nos corações de todos os fãs da sétima arte. É também a canção mais legal dos filmes e simplesmente não tem como não gostar dela.

Going The Distance” é outra música eternizada por Bill Conti nas páginas do cinema. Raras são as pessoas que não reconhecem sua melodia, principalmente a partir de 1:25 do vídeo. É também uma das minhas favoritas de toda a franquia.

Outra música sensacional da trilha sonora de Rocky: Um Lutador é “Butkus“, que apesar de referenciar a música-tema do filme, à sua maneira tem lá o seu charme. Além disso, ela toca num dos momentos mais legais do longa.

Por fim, a última música de minha lista é também a última da trilha. “Rocky’s Reward” fecha o filme com chave de ouro, combinando perfeitamente com o seu final emocionante. Um clássico como esse – e também o melhor trabalho de Stallone – não poderia ter um tema de encerramento mais digno.

A quem interessar, a trilha sonora completa pode ser encontrada neste link.

E aí, o que achou? Faltou alguma música? Tem alguma sugestão de trilha? Deixe seu comentário ou se preferir me mande um email neste link.

5 Filmes Recentes em Preto e Branco

Quando surgiram, os filmes eram mudos e em preto e branco. Alguns diretores mais ousados coloriam suas películas manualmente, pintando à mão quadro a quadro, como foi o caso do clássico Le Voyage Dans la Lune do mestre francês Georges Méliès, lançado no longínquo ano de 1902. Acontece que esse processo era muito trabalhoso e o resultado nem sempre era dos melhores.

Tudo isso mudou, quando câmeras com capacidade de capturar imagens coloridas começaram a surgir em 1935 – ainda que naquela época os equipamentos fossem muitos caros. Com o passar dos anos essas câmeras foram barateando e cada vez menos se viam produções em P&B, até que em meados da década de 1970 elas acabaram por desaparecer quase que por completo.

O tempo passou e nos anos 90 recomeçaram a surgir aqui e ali alguns filmes que optavam por retirar a cor de suas filmagens. Alguns por motivos estéticos, outros por causa do próprio conceito do roteiro… a bem da verdade é que hoje pode-se encontrar um número razoável de produções assim,  e por isso mesmo decidi listar os cinco filmes recentes de que mais gosto em preto e branco.

Espero que gostem.

⇨ O BALCONISTA (1994)

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O longa metragem de estreia de Kevin Smith é também sua obra-prima. O Balconista é uma comédia ácida e cheia de ironia protagonizada por Brian O’Halloran como Dante Hicks. Dante trabalha numa loja de conveniência chamada Quick Stop, que fica ao lado de uma locadora de filmes onde seu melhor amigo, Randal Graves (Jeff Anderson), também é balconista.

Acontece que em seu dia de folga, seu chefe liga e o pede para substituir seu colega doente, com a promessa de que seria liberado ao meio-dia para seu jogo de hóquei. Nem tudo sai como planejado, e o dia de Dante vira um inferno com clientes malucos, protestos em frente à loja e suas duas namoradas que resolvem o atormentar.

O longa marca também a primeira aparição de Jay e Silent Bob, personagens icônicas que sempre aparecem nas produções do diretor e que roubam a cena todas as vezes. Um hilário clássico cult que nos mostra um pouco de nossas próprias vidas.

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⇨  π (PI) (1998)

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Pi é o filme de estreia do diretor Darren Aronofksy, que volta a aparecer aqui no blog. O longa conta a história de Max, um jovem e excêntrico gênio da matemática que constrói um supercomputador capaz de calcular o número completo de pi. A partir disso, ele acaba compreendendo que existe um padrão universal na bolsa de valores de Nova Iorque. Ao ficarem à par de sua descoberta, diversas pessoas de Wall Street entram em contato com Max, ao mesmo tempo em que um grupo de judeus acha que o que ele encontrou foi, na verdade, um padrão no Torá.

A partir daí, dezenas de pessoas passam a assediá-lo na tentativa de descobrir qual seria o padrão, e Max tem que tomar a decisão correta, pois sua descoberta pode levar a consequências muito mais graves do que se pensa.

⇨ SIN CITY – A CIDADE DO PECADO (2005)

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Sin City – que teve uma tradução “sensacional” e nem um pouco pleonástica aqui no Brasil – é baseado na Graphic Novel homônima de Frank Miller e traz o preto e branco para as telas por se tratar de uma produção neo-noir. Alguns elementos, porém, possuem cor, técnica usada para destacar algo de importância para a cena em questão, o que deixa o filme ainda mais bonito.

Com uma fotografia incrível e uma direção de se tirar o chapéu – com participação especial de Quentin Tarantino em uma das cenas, há de se dizer – o longa é fiel aos quadrinhos e agradou tanto os fãs da franquia quanto as pessoas que assistiram sem ter lido a história anteriormente. Sua linguagem gráfica inovadora foi tão bem recebida que já inspirou outros títulos mais recentes, como The Spirit por exemplo (outro filme baseado numa história de Frank Miller, inclusive). O longa foi muito elogiado e até garantiu uma sequência – bem fraquinha, por sinal.

⇨ O ARTISTA (2011)

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O Artista é uma produção metalinguística, que conta a história de George Valentin (Jean Dujardin), astro do cinema mudo que teme a chegada dos filmes falados, receoso de que eles possam acabar com sua carreira. Ao mesmo tempo, Peppy Miller (Bérénice Bejo), jovem dançarina por quem se apaixona, recebe uma proposta para trabalhar no cinema falado.

O longa se passa entre os anos de 1927 e 1932 e optou pelo P&B exatamente por um motivo conceitual, afinal, é uma grande homenagem aos velhos tempos do cinema mudo. Não à toa, foi o grande vencedor do prêmio de Melhor Filme no Oscar 2012, assim como o de Melhor Figurino e Trilha Sonora, que são brilhantes e combinam perfeitamente com o clima d’O Artista. Imperdível!

o-artista-george-valentinOscar de Melhor Ator? Ah… sacomé né

⇨ A LISTA DE SCHINDLER (1993)

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A Lista de Schindler é um dos queridinhos dos críticos. Sempre citado como um dos melhores filmes de todos os tempos, a produção de Steven Spielberg foi ganhadora de sete estatuetas do Oscar, incluindo a de Melhor Filme. E não é para menos, afinal, é mesmo um filmaço, que conta a história real do alemão Oskar Schindler, membro do Partido Nazista que salvou mais de mil judeus do campo de concentração ao empregá-los em sua fábrica.

Com um elenco de ponta, uma direção fenomenal de Spielberg – para mim é de longe o seu melhor trabalho – uma fotografia linda e um roteiro brilhante, A Lista de Schindler é uma obra de arte, daquelas que marcarão para sempre a história do cinema.

Alguma sugestão de lista? Algum filme que ficou faltando? Não deixe de comentar, ou se preferir, me mande um email neste link.

Foto da Semana

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A foto dessa semana foi tirada durante as gravações de Interestelar (2014), filme de Christopher Nolan que foi esnobado pelo Oscar ao não ser indicado na categoria de Melhor Filme (como assim indicaram Sniper Americano e deixaram Interestelar de fora?).

Em compensação, o longa foi indicado e ganhou na categoria de Efeitos Visuais, prêmio mais que justo, visto que o diretor optou por utilizar o máximo de efeitos práticos possíveis e fugir do CGI, deixando tudo mais bonito e realista. Um exemplo disso são os robôs TARS e CASE, que eram praticamente duas marionetes de grande porte, manejados por atores que tiveram seus corpos apagados pelo computador durante a pós produção.

Na fotografia, o ator – e palhaço – Bill Irwin controla TARS, que durante a maior parte das cenas em que aparece é controlada por ele, sendo utilizado o CGI apenas quando a máquina tinha que fazer movimentos que ele não poderia realizar.

Alguma sugestão? Alguma foto interessante pra mandar aqui pro blog? Deixe seu comentário ou me mande um email neste link.

6 Grandes Filmes Independentes

O cinema independente, há alguns anos atrás, fazia parte de um cenário esquecido e na maioria das vezes deixado de lado por grande parte dos cinéfilos. Isso mudou e hoje, muitos diretores preferem fugir dos grandes estúdios e gritar por sua liberdade criativa, mesmo que para isso tenham que abrir mão de verbas altas para suas produções.

Não à toa, todos os anos o Oscar nomeia pelo menos uma produção independente na categoria de Melhor Filme, afinal, o que não faltam são longas de boa qualidade dentro do universo indie.

Hoje listarei seis grandes filmes independentes que provam que não são necessárias verbas astronômicas para se fazer bons trabalhos em Hollywood. Lembrando que não necessariamente são os melhores, mas sim aqueles que decidi destacar.

REQUIEM PARA UM SONHO

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Requiem Para Um Sonho é um filme de Darren Aronofsky, um dos meus diretores favoritos da atualidade, também responsável por Pi (1998) e Cisne Negro (2010). Requiem é baseado num livro homônimo escrito no ano de 1978 por Hubert Selby Jr. e conta a história de quatro pessoas consumidas pelo vício. O filme é muito bom e não se limita a falar apenas sobre drogas ilícitas, mas também sobre o vício em televisão e em medicamentos, por exemplo.

Com atuações brilhantes de Jared Leto e da indicada ao Oscar Ellen Burstyn, o longa não deixa nada a desejar e possui uma fotografia e edição de som que deixam quem assiste desconfortável em sua cadeira. Aronofsky vai fundo para mostrar a destruição física e mental das personagens e é difícil criticar o seu trabalho com a câmera nesse quesito.

e30f06fbb8761062f7916f782a021f16Não tem sabor morango?

⇨ CÃES DE ALUGUEL

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O primeiro longa metragem de Tarantino – e o favorito de muitos fãs – foi também uma produção independente. Por isso mesmo a maior parte das cenas foram rodadas num mesmo local, de modo a baratear o custo de filmagem: um galpão abandonado.

Em seu lançamento, Cães de Aluguel não fez muito barulho, tendo sido realmente reconhecido só após o lançamento de outro filme do diretor, esse sim de grande bilheteria, Pulp Fiction. Depois disso, tornou-se um clássico cult e é listado como o melhor filme independente de todos os tempos em diversas listas, inclusive a da revista Empire.

A história gira em torno de seis homens que não se conhecem, e referem-se uns aos outros por nomes de cores, que são contratados para realizar um roubo a diamantes. O roubo acaba dando errado graças a um policial que se infiltrou no grupo deles e todo o filme se desenrola na tentativa de descobrir quem é o traidor. Um clássico imperdível.

PRECIOSA

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Preciosa é um filme do diretor Lee Daniels, que também tem em seu currículo Obsessão (2012) e O Mordomo da Casa Branca (2013). O longa conta a história de  Claireece “Preciosa” Jones, uma jovem de 16 anos que mora no subúrbio de Nova Iorque e vive um pequeno inferno em sua casa, sendo violentada sexualmente por seu pai e explorada diariamente por sua mãe.

O filme possui muitas cenas pesadas e é bem difícil de ser digerido. Não, não assista a ele durante um domingo ensolarado com sua família (sério). A vida de Preciosa é dura e ela não recebeu nenhuma dose de amor ao longo de seus 16 anos, quando é suspensa de seu colégio e acaba encontrando alguma esperança numa escola especial. Um filmaço, daqueles que vocês não esquece. Literalmente.

⇨ UM ESTRANHO NO NINHO

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Jack Nicholson, num de seus melhores papéis, é Randall Patrick McMurphy, um criminoso que se finge de louco para fugir do trabalho forçado na cadeia e acaba parando num hospital psiquiátrico. Lá, ele acaba fazendo amizade com os outros “pacientes” – aspas aqui porque eles são mais prisioneiros do que pacientes mesmo – e começa a tentar mudar o modo como eles vivem suas vidas lá dentro. Acontece que a enfermeira Mildred Ratched é uma das responsáveis pelo lugar, e é uma pessoa cruel que parece sentir prazer no sofrimento dos internos e faz de tudo para frear e punir McMurphy.

Aqui eu faço uma pausa para recomendar que você, leitor, escute esta música que dialoga muito com a temática do filme e como os pacientes de hospitais psiquiátricos são tratados não só na ficção como também no mundo real.

Voltando ao cinema, Um Estranho No Ninho é um clássico independente cheio de drama que diverte e emociona na dose certa.

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⇨ A BRUXA DE BLAIR

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A Bruxa de Blair foi um fenômeno mundial mesmo antes de seu lançamento. Eu explico: a equipe de divulgação do filme fez uma das jogadas mais geniais de que eu já ouvi falar. Acontece que o longa é um pseudodocumentário, ou seja, uma ficção que simula um documentário, de terror. Ou seja, tudo o que acontece em tela foi vendido como fato real, e os atores foram pagos para sumirem do mapa durante algum tempo, como se realmente tivessem vivenciado os acontecimentos do filme. Como foi lançado em 1999, ele foi super comentado na internet, que ainda era um bebê à época, e uma bilheteria gigantesca foi alcançada graças a todo o burburinho que rolou antes de sua estreia.

Para entender melhor a história toda, recomendo muito que vocês assistam esse vídeo que explica com detalhes toda a construção do filme e como ele chegou a arrecadar milhões com uma produção que custou apenas 25 mil dólares.

A Bruxa de Blair foi um sucesso tão grande que diversos outros filmes de terror o referenciam até hoje, sendo ele o primeiro longa de sucesso que usou aquelas câmeras caseiras em 100% de suas filmagens, técnica usada em outras produções mais recentes como REC e Cloverfield – Monstro.

⇨ QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?

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O consagrado vencedor do Oscar 2009 de Melhor Filme é uma das produções independentes mais bem faladas dos últimos anos e conta a história de Jamal Malik, um garoto do subúrbio de Mumbai que acaba se dando muito bem na versão indiana do programa “Quem Quer Ser Um Milionário?” contra todas as expectativas – ou falta delas, nesse caso.

“O que faz um rapaz sem interesse no dinheiro num concurso televisivo? E como é que ele sabe todas as respostas? A- Ele trapaceou; B- Ele sabia as respostas; C- Ele é um gênio; D- Estava escrito”. Essa é a frase inicial do filme, que a partir disso, tenta responder à pergunta mostrando toda a trajetória de Jamal e como a cada rodada do show os questionamentos feitos pelo apresentador do programa coincidem de alguma maneira com algum momento de sua vida.

Um roteiro simplesmente genial e emocionante com uma trilha sonora de tirar o chapéu e uma fotografia literalmente digna de Oscar. Quem Quer Ser Um Milionário? é mesmo um daqueles clássicos imediatos.

Alguma sugestão de lista? Algum filme que ficou faltando? Não deixe de comentar, ou se preferir, me mande um email neste link.

Não é Merchan! TVShow Time

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Recentemente fui apresentado a um aplicativo muito interessante chamado TVShow Time, que tem como público alvo os fãs de seriados, e decidi indicar a vocês, leitores do Royale Com Queijo. Não, isso não é merchandising, eu juro! É que eu realmente gostei muito do aplicativo e acredito que vocês também gostarão.

Muitas outras ferramentas parecidas podem ser encontradas na internet, mas o TVShow Time foi o que mais me agradou. Além de ser gratuito (isso é muito importante), o design é simples e a navegação é muito fácil e intuitiva. Através dele podemos organizar nossas séries favoritas, dando check nos episódios e temporadas que já foram assistidos e marcar séries que pretendemos ver no futuro. Além disso, o aplicativo conta com um calendário com as datas de estreia de novos episódios e se ativadas, as notificações te avisam de um jeito engraçadinho quando eles estiverem disponíveis.

O app está disponível em dispositivos iOS e Android, além de contar também com uma versão para web. Se quiser, você pode conectar a ferramenta ao seu Facebook e/ou ao seu Twitter, além de poder seguir os usuários que bem entender. Cada série também possui seu próprio feed que serve de fórum para discussões entre os fãs, funcionando como uma rede social dos seriados. E aí? É legal ou não é?

A quem interessar, me adicione! Meu usuário é Motasauro. Depois volte aqui nos comentários e deixe sua opinião, ou se preferir, me mande um email neste link.

Ricardo Mota, criador do Blog Royale Com Queijo.

Ela – Royale Com Queijo #5

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Spike Jonze sempre fora conhecido por dirigir clipes musicais de diversas bandas e artistas famosos como Sonic Youth, Foo Fighters, Daft Punk e Ludacris. Como diretor de cinema, porém, nunca foi muito reconhecido apesar do bom trabalho no ótimo Onde Vivem os Monstros (2009).

Tudo isso mudou em 2013, quando escreveu, produziu e dirigiu Ela, estrelado por Joaquin Phoenix e pela voz de Scarlett Johansson. O filme fez grande sucesso nos festivais por onde passou e chegou ao Oscar como um dos grandes favoritos a levar diversas estatuetas para casa.

Ela é um daqueles filmes românticos que não deixam nada a desejar, fugindo dos clichês que, infelizmente, estão sempre rodeando o gênero. Além disso, sua trilha sonora também é de tirar o chapéu, com músicas da recomendadíssima banda canadense Arcade Fire. O clima do filme é calmo e a trama tem um ritmo lento e apaixonante, capaz de encantar até o mais sisudo espectador.

tumblr_n1erx39fKI1qduh7lo1_500Cuidado pra não ficar tonto, menino.

SINOPSE

Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer “Samantha” (Scarlett Johansson), uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro.

Fonte: http://filmow.com/ela-t52084/

A história de Theodore e Samantha é cativante e deixa quem assiste vidrado, querendo saber exatamente como se desenvolve o relacionamento entre eles. O roteiro é brilhante e mostra como as relações humanas podem ser frágeis e paradoxalmente o quanto nós precisamos delas para nos manter sãos.

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⇨ NOTAS E PREMIAÇÕES

A recepção tanto de público quanto de crítica foi praticamente unânime. Ela caiu nas graças dos cinéfilos ao redor do mundo, com destaque para as performances individuais de Joaquin Phoenix e de Scarlett Johansson. Suas notas em alguns dos sites de cinema são:

ROTTEN TOMATOES

  • Nota da crítica (Tomatometer) – 94%
  • Nota do público (Audience Score) – 82%

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  • 4.3 estrelas (de 5)

IMDB

  • 8,0 (de 10)

METACRITIC

  • Nota da crítica (Metascore) – 90 (de 100)
  • Nota do público (User Score) – 8.6 (de 10)

Nos festivais, o longa também fez sucesso, ganhando prêmio de melhor roteiro original no Globo de Ouro, no Oscar e também no Critics’ Choice Movies Awards.

OSCAR DE 2014

  • Melhor Filme – indicado
  • Melhor Roteiro Original (Spike Jonze) – venceu
  • Melhor Direção de Arte – indicado
  • Melhor Trilha Sonora Original (Willian Butler e Owen Pawllet) – indicado
  • Melhor Canção Original (“The Moon Song” –  Karen O e Spike Jonze) – indicado
ghgyghSpike discursando após receber seu Oscar por Melhor Roteiro Original.

CURIOSIDADES E OUTRAS COISAS MAIS

  • A atriz Amy Adams, que interpreta Amy, amiga de Theodore, pediu para o diretor Spike Jonze, que ficasse trancada num quarto junto a Joaquin Phoenix uma hora por dia, para que sua relação com ele fosse ainda mais convincente em tela. O diretor aprovou a ideia e graças a isso os atores são muito amigos até hoje.

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  • Originalmente, a voz de Samantha seria feita pela atriz britânica Samantha Morton, que chegou a estar nos sets e gravar todas as falas da personagem. Contudo, na edição, o diretor não ficou totalmente satisfeito com o resultado, e com o aval da atriz, chamou Scarlett para substituí-la.
  • Ela foi acusado de plágio. Dois roteiristas afirmam que entregaram um roteiro onde um homem se apaixonava por um computador para a agência que representa Spike Jonze, que teria recusado o texto. Será?

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  • A voz do menino alienígena do video game que Theodore joga em algumas cenas do longa foi feita pelo próprio Jonze.
  • Na Los Angeles futurista do filme, o diretor, juntamente com o diretor de arte do alonga, KK Barett, misturou elementos da LA atual com a cidade de Xangai. Algumas cenas do filme foram inclusive gravadas na cidade chinesa.

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  • Ela foi gravado com uma equipe bem pequena nos sets. Com exceção das cenas em espaço aberto, onde eram necessários muitos figurantes,  as filmagens foram feitas com cerca de dez pessoas – incluindo a equipe técnica – presentes. Segundo o diretor, essa opção foi feita para que a película saísse com um clima mais intimista. E não é que deu certo mesmo?

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MINHA OPINIÃO

Um filme apaixonante, com atuações brilhantes – inclusive de Scarlett Johansson, que deu vida a Samantha – uma trilha sonora de respeito produzida pela Arcade Fire, roteiro intrigante e que cativa do início ao fim. Ela tem um clima calmo e um ritmo que apesar de lento, nos faz grudar na poltrona, ansiosos pelo desenrolar da história.

A direção de arte do longa também não pecou e a Los Angeles de um futuro próximo está lindíssima, além de muito bem aproveitada pela fotografia e pela ótima direção de Spike Jonze.

Um ótimo filme que vai fundo na questão da solidão, nos mostrando como se dão as relações humanas e qual a importância delas nas nossas vidas. Se tivesse que definir com apenas uma palavra, eu diria: imperdível. Nada mais.

⇨ CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Ricardo Mota, criador do Blog Royale Com Queijo.